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Reino da palavra, tema livre, Tem Juízo, Andre Breton, escrita automática, Brasil x Austrália, 15 min, hifen.

*Eu queria que esse espaço abrisse um leque de finalidades. Todas de aproximação. Sim, porque a palavra que aproxima é a mesma que afasta e viceversa. E este é o reino da palavra. Escrita. Aqui se faz aqui se escreve. Viceversa. Benvindos ao assunto.

*Então tá: Passamos da fase analítica e entramos na fase substantiva. Pra participar basta escolher o tema: música barroca, texto futurista, poesia popular ou tema livre. Com o tempo a gente vai descobrindo a melhor opção.

*Pode aproximar/ Pode Reagir/ Pode admitir/ Ou nem perceber. Como diz a música título do novo disco TEM JUÍZO MAS NAO USA.

*TEM JUÍZO MAS NAO USA se chamava Tudo Enzima e começou a ser formulado há 3 anos. Surgiram as primeiras canções, no estúdio de filmagem aqui da Luni – Casa Amarela – Recife – Brasil.

*A gente levou todo equipamento de gravação pra lá. Adaptamos a acústica montamos um cenário com as tapadeiras do show. Filmamos e fotografamos esses dois dias. Tudo registrado.

*A coisa funcionava assim: a banda a postos, eu puxava uma história qualquer no violão ou batucando, improvisando um tema musical. As pessoas iam entrando, a levada, o riff da guitarra, a linha do baixo, os grooves do teclado. Aquele feixe melódico sonoro se repetindo e se auto lapidando. Nascendo ali na frente dos nossos ouvidos.

*Andre Breton, o inventor da Escrita Automática, radicalizou no conceito central: o que não puder ser criado em 15 minutos não vale a pena. Breton era um francês doidaço do século passado. Mas o papo é bom, força a barra, instiga ao desafio. VOCÊ ESTÁ NO JOGO E O JOGO E DE AÇÃO. Cada sessão, 15 minutos. Priu.

*Um desses tantos 15 minutos aconteceu no intervalo de um amistoso Brasil x Austrália. Alguém abriu a porta do estúdio e avisou que ia começar o segundo tempo. Fim de sessão. A levada e a melodia que surgiram foram editadas ganharam um texto e a música é MANGA, GAVIOLA E HORTELÃ. O Brasil ganhou não sei de quanto. A gente também.

*A gente: Tostão, Lucky, Fabra, Lulu e eu. Mais Léo Dim chefiando a captação e o multitrack, Marcelo Lira (fotossequência), Luiza 7 (produção), Marcelo Massacre (Faces do Subúrbio) assistindo e rindo.

*Tem outra música do disco: AGORA CORRA que surgiu nestes instantes preliminares. A gente mesmo sem saber estava batendo o centro de uma nova partida.

*E o primeiro estágio foi assim. Por hoje: game-over. O hífen é meu. Boto onde quiser. Até já.

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Uma resposta

  1. Thomas

    Lula, a sua música mudou minha vida… desde o primeiro instante que tive contato. Lembro-me no programa sopa diário; uma música, um instante, uma frase…
    Fico maravilhado de poder saber um pouco de como é o parto musical… a música que você gera; como é transfigurada pra escrita.
    Enfim… ansioso pelo lançamento.

    Depois de ouvi-lo, perdi a gravidade…
    Um abraço pelo cyberspaço!

    2009/02/27 às 02:03

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